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Voltando ao festival propriamente dito, como seguro morreu de velho, planejamos tudo para chegar ao Castro Theater com pelo menos uma hora de antecedência no dia da exibição. Como nem sempre estou 100% ligado no que anda rolando neste cidade nos finais de semana, nunca se sabe quando ruas fechadas para uma maratona, uma caminhada ou um festival de rua podem mudar radicalmente um itinerário; e, com ele, caso haja tenha horários marcados para se chegar em algum lugar, todos os planos que alguém possa ter feito para um dia em particular. Apesar disso, chegamos lá ainda mais cedo do que havíamos planejado. |
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| Animamundi Rio 2004 |
| Esta certamente
é a investida mais assumida na seara do fotolog pela qual esta humilde
coluna já passou. Animamundi Rio, 2004. Foram pouquíssimos dias, muitas animações pra se assistir, muita gente maluca pra encontrar, conversar, trocar cartões, xingar. Mesmo com celulares carregados os desencontros da chegada ao Rio foram incríveis. Após ter achado que todas as sessões iam ser boas como a do Phill Mulloy, despencaram todos para a casa daquele já conhecido pela coluninha como o grande anfitrião do Rio. Se você não sabe quem é, role mais pra baixo... Aliás, o crédito das fotos digitais é de nosso amigo e amante de Paul Auster, Fábio Yamaji (ou qualquer outro nome que ele tenha assumido nos últimos dias). As 35mm são minhas e do Marão. Qual é qual? Se vira! |
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Embora tenhamos
vindo três paulistanos, apenas eu e a Michelle aparecemos entre
os locais na portaria do famigerado apê do Marão. O Alê desapareceu atrás de alguém. No buraco entre o queixo do Pedro Iuá e a nuca de Renan Moraes mora uma ponta de rosto que bem podia ser nosso Fred Mercury tupiniquim. |
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Baladinha
pós sessão de Harvey Krumpet. Por algum motivo que eu posso
até tentar respeitar, quase todos os presentes se esgoelaram de
tanto rir com essa animação. Aqueles que não acham
muito engraçado garotas que nascem sem mãos por conta de
talidomida acabam saindo na foto com olhinhos de choro. Não sei do que estava falando com minha mão nessa posição. Juro que não sei!!!! |
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| Tinha uma
vontade de saber com quem afinal eu conversava nessa oportunidade. O papo
parecia interessante. E já que o Alzheimer pode bater à nossa porta de qualquer maneira, Michelle liga o foda-se e serve-se (que construção bonita) dos cubanitos cedidos gentilmente por nosso amigo Danilo Solferini. |
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| No primeiríssimo plano, o mijador de laterais de metrô e flasheiro número 1 do Brasil, Andrés Lieban. Seguindo no sentido ocidental de leitura, Silvio Toledo, uma loira da outra mesa, Miller freaking out e o acompanhante da loira da outra mesa. | ![]() |
| Provando que foi pro Rio, Alê Machado (eu conhecia ele antes da mudança numerológica de seu nome, desolé) aparece ao lado da menina super-produtora Mayra Lucas, que aparece ao lado do lendário Marão, que aparece ao lado do também lendário Fernando Miller (que tampa o rosto com as mãos). Ao fundo, o prédio dos correios, entrada da praça animada, o principal palco do Animamundi que fez com que nossas bundas nunca mais fossem as mesmas. | ![]() |
| Como tudo acaba, menos o arroz, eis que a fina nata da animação do Brasil sai a peregrinar pelo centro do Rio a procura de um Metrô. E eis que a entrada do tal se encontra dentro de uma banquinha de camelô! Que lugar bizarro é o Rio... | ![]() |
| Andrés
Lieban mija na lateral do Metrô. Mayra na interpolação
do gesto de tampar os olhos e Alê bastante curioso pra saber o que
os latin lovers argentinos naturalizados brasileños têm que
nós não temos. Finesse não é o forte de Andrés... |
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Érica fazendo propaganda da ABCA em primeiro plano. Marão em frente ao cartaz de propaganda do Metrô do Rio (que agora abra aos Domingos) e sua sacola de camiseta da ABCA. Levei duas. Vosso anfitrião no cantinho da foto ao lado de une jeune fille, toute seule, comme ça... |
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Antes de sair pra praia, tapete assassino do Marão vence por 2 X 0 a disputa com os dois figuras ao lado. Infelizmente a 35mm não é tão prática quanto a Cybershot do Fábio e o Alê já tinha levantado quando todo o checklist acabou. Helpless Mayra... Get up and move! |
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Numa aparente rima visual com a foto acima, aproveito para registrar a linda árvore que abriga um Escort Wagon dourado e um corsa vinho. Pra falar a verdade, ainda tem dois cara do lado do Escort que estão fazendo uma negociação ilícita. |
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| Zoom out pra Marão e sua pinga maldita. Todos os olhares se voltam para Michelle que corria em direção ao suicídio em geladas águas cariocas. Maldito Harvey Krumpet!! | ![]() |
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Yamaji não se impressiona com o número especial de ingestão de água de côco pelo nariz que Alê tentou apresentar. É só um preparativo pra perfomance de Fred Mercury de minutos mais tarde. |
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É,
as fotos em portrait acabam ganhando mais destaque graças a meu
limite arbitrário de 400 pixels horizontais. Por trás das câmeras, vosso anfitrião degustava um vencidíssimo bolinho de ovo que um sujeito apareceu vendendo a essas horas. |
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| Aliás,
o sujeito era meio que amigo desses que aparecem na foto. A Mayra tinha que desencanar de Margaret Doll Rod (que lembrança mais jacapótica!) e cair no samba com esses simpáticos mocinhos. Cá entre nós, ainda bem que ninguém registrou aquele falidíssimo show da Fun House, hein patroa? |
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| De volta ao Timbiras, Alê e sua famosíssima performance de Fred Mercury. Aos fãs só foi permitido o registro fotográfico estático, posto que qualquer Quiktime acabaria com a principal fonte de patrocínio dos trabalhos da 44 Bicolargo Enterprises. | ![]() |
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Mayra virando os olhos e babando ao fundo e Michelle segurando o Toddy que teimava em sair de seu nariz. |
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| Après
tout, acabamos acompanhando nosso anfitrião Chez MacDo para o lanche
da madrugada. O mais divertido foi a Mayra ter ido de pijama e a pé por tantas quadras para comer seu lanchito. Cool as ice. |
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| Edu Nogueira,
L'Arab. Na noite seguinte, pouco antes da partida, festinha no Mezanino
do Odeon. Num exercício de interpretação fotográfica, Alê explicando porque fodeu tudo e aponta alguém. L'Arab pensa se vai esmagar uma ou duas bolas do filho da puta e Michelle querendo se divertir com o desfecho Michael Corleônico da pendenga. Mande sua interpretação!! |
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Yamaji em
mais um de seus sensacionais momentos Paul Auster. Vamos sacar uma música pra esses momentos festivos em preto e branco: |
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| "When
you're young you find inspiration In anyone who's ever gone And opened up a closing door She said: We were never feeling bored 'Cause we were never being boring We had too much time to find for ourselves And we were never being boring We dressed up and fought, then thought: "Make amends" And we were never holding back or worried that Time would come to an end" |
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| Depois disso,
a festa engrenou quando o DJ botou Off the Wall. "Keep on, with the force, don't! Don't stop till you get enough!" O busão da 1001 saía em poucos minutos. Michelle and I hit the road. Agora é só começar a torcer por outro Animamundi. Momentos preciosíssimos, estes. Snif! |
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Esta foto saiu por algum milagre. Foi durante o evento IMAGINA 2000, em Mônaco, no momento em que eu fazia os agradecimentos pelo prêmio que eu estava recebendo. A foto foi tirada muuuuito de longe, o zoom da câmera de meu amigo português Jorge (que havia conhecido alguns dias antes) realmente fez bonito. Uma boa lembrança de um momento bastante importante pra mim. |