**Not translated page

Rainha Diaba (6 e 7 de abril de 2005)

Rio 40 graus...40 graus é pouco! O lugar estava um inferno nesses dois dias lá passados.

Na foto, o deselegante flagrante de Ruggero, enquanto vosso anfitrião dormia o sono dos justos com as cópias do recém concluído texto de narração de Yansan. No dia seguinte, conseguimos combinar com a Rainha Diaba em pessoa, Milton Gonçalves, a leitura de nossas mal escritas linhas.

Colocando um pouco de lenha na fogueira de apostas e especulações a respeito do design do novo filme, uma ampliação de um desenho que fiz há alguns meses na parede do quarto do Marão (sempre o Marão!), logo ao lado da cabeceira, tentando definir um pouco como seria o look da protagonista.

Com desenhos de tanta gente bacana nessa parede, fiquei meio constrangido... Até a própria pré-Yansan corrobora minhas sensações em seus mais secretos pensamentos...

 

A noite foi terrível!!! Além de termos ido a um restaurante italiano no Rio(!) na companhia do Sovi, Miller, Andrés e família, a Mayra ainda inventou de conversar sobre o Pequeno Príncipe até as 5 da manhã com o Miller, na porta do meu quarto...

Ok, mas a companhia do Miller compensa esses perrengues...

Só eu mesmo posso explicar o enorme cagaço que sentia antes de encontrar a Rainha Diaba. Queríamos passar de táxi para pegá-la, mas a dita prefiriu ir sozinha em seu carro, dando margem a especulações de estrelismos ou atrasos. Pois não é que ela chegou ANTES que a gente? O Milton Gonçalves (o alter-ego da Rainha) não demorou 10 minutos pra nos convencer da escolha acertada que fizemos ao chamá-lo para ser o narrador do projeto. Prestativo, interessado, tranquilo e assustadoramente profissional.

Fez vários elogios à história e a algumas passagens do texto. Comparou com Medéia, destacou a passagem dos nove afluentes de Odo-Oyá, comentou que descobriu que é de origem Iorubá e foi humilde para aguentar a direção neste ou naquele trecho que resolveu não sair. Ainda assim, em pouco mais de uma hora, tudo gravadinho, paramos pra registrar o momento na calçada em frente à famosa VTI-Rio.

Na primeira foto, com a Mayra e na segunda com o Ruggero.

Agora é só esperar o filme...

 
 
 
 
8th International Latino Film Festival - San Francisco
Dos correspondentes da Stone Age Scanners em terras californianas, Daniel e Daniela, 28 de Novembro de 2004.

Não é todo dia que vejo filme feito por amigo meu passando no exterior, especialmente feito por um brother como o Edu, cuja amizade já vem de tempos em que Master System era a última palavra em vídeo game e TV Pirata era o melhor programa humorístico do mundo a passar regularmente na TV (hoje em dia, ele é somente o melhor programa humorístico do mundo).

Por isso mesmo, quando recebi seu e-mail me contanto que Desirella estaria entre os destaques do 8th Latino FIlm Festival de San Francisco, sabia que um evento como aquele seria algo imperdível. Apesar de os filmes do Edu já não serem marinheiros de primeira viagem por estas bandas, aquela seria a primeira vez em que eu poderia assistir à exibição de um deles desde que a minha esposa e eu nos mudamos para cá, há quase dois anos; isso ainda para não falar no fato de que aquela também seria a minha primeira oportunidade de assistir ao seu mais recente trabalho.

E que sorte a minha ter decidido comprar ingressos antecipados para o festival na internet, com uma semana de antecedência; por conta daquela pequena diferença em relação à posição do mês e do dia na maneira em que datas são escritas por aqui, quase que uma pequena confusão transformou o dia sete de novembro (11/7) no dia onze do mesmo mês (no final das contas, acabei comprando-os com apenas dois dias de antecedência; Se tivesse esperado mais tempo para ter feito aquilo, teria dançado). Muito mais sorte ainda foi o fato de a exibição ter rolado num domingo, quando obrigações dos dias de semana normalmente são menos capazes de interferir com planos para diversão, e quando a minha esposa também poderia ir comigo. Apesar de conhecer o Edu pessoalmente, ela jamais havia assistido a qualquer um dos seus filmes.

O local do festival foi o Castro Theather, localizado no Castro District, um bairro que é capaz de eliminar qualquer impressão que alguém possa ter em relação à possibilidade de que toda a população dos EUA apóiam cegamente aquele macaco que tem gritado e guinchado pelos corredores da Casa Branca e ao redor do mundo pelos últimos quatro anos; pelas ruas do Castro, a quantidade de homens que andam de mãos dadas poderia fazer qualquer achar que aquilo é um pedaço não-desértico da Arábia Saudita. Mas o bairro em questão nada tem a ver com aquele ditadura medieval mencionada anteriormente, em que as mulheres são brutalizadas e tratadas como cachorros, por um bando de otários que se julgam muito machos (macho de verdade, na minha opinião, é homem que sabe tratar mulher muitíssimo bem) e onde o homossexualismo é absurdamente considerado crime. No Castro, no entanto, lojas de produtos alternativos e inúmeros restaurantes especializados em comidas de diversas partes do mundo dividem o espaço com pessoas cuja atitude transpira liberdade; não só devido à presença de pessoas abertamente homossexuais por lá, mas também pelo ar totalmente desencanado de quase-hippies e da moçada jovem que fazem parte da paisagem humana local.

Além disso, para falar em outros indicadores da atitude "pra-frentex" presente em todos os cantos daquela área, o pessoal que queima uma erva por lá não se esforça tanto para impedir que passantes sintam o cheirinho da danada como o pessoal que vive nos grotões de ignorância, localizados entre as duas costas norte-americanas, que fumam escondidos e condenam ao fogo do inferno aqueles que o fazem abertamente. Poucos lugares neste país poderiam estar, política e ideologicamente, tão distantes das terras em que barrigas enormes, bíblias e balas (de chumbo) são consideradas os componentes mais fundamentais dos alicerces do mundo quanto San Francisco e, especialmente, o Castro District. Apesar de que o Haight-Ashbury, o berço do movimento hippie (também localizado em San Francisco), New York City, Seattle e Chicago certamente merecerem menções honrosas no quesito distância em relação àqueles outros lugares.

Voltando ao festival propriamente dito, como seguro morreu de velho, planejamos tudo para chegar ao Castro Theater com pelo menos uma hora de antecedência no dia da exibição. Como nem sempre estou 100% ligado no que anda rolando neste cidade nos finais de semana, nunca se sabe quando ruas fechadas para uma maratona, uma caminhada ou um festival de rua podem mudar radicalmente um itinerário; e, com ele, caso haja tenha horários marcados para se chegar em algum lugar, todos os planos que alguém possa ter feito para um dia em particular. Apesar disso, chegamos lá ainda mais cedo do que havíamos planejado.

Foi bom ter um tempinho para tirar umas fotos, e dar uma olhada nos lugares em que mais tarde poderíamos matar a fome antes de termos nos dirigido às bilheterias do Castro Theater, onde apanharíamos nossos ingressos. Ficamos meio apreensivos, no entanto, ao chegar por lá e nos depararmos com uma lista de filmes para o dia que não incluía Desirella. Depois de ter passado alguns minutos em pânico e a perguntar ao pessoal da bilheteria sobre o quê poderia estar errado, eles nos tranqüilizaram um pouco ao dizer que só os nomes dos longa-metragens estavam nas listas em que havíamos dado uma olhada, e que o filme do Edu seria mostrado antes de Sexo Con Amor. Mesmo assim, preocupado com a possibilidade de não só ter perdido a oportunidade de documentar a exibição do Desirella como a de assistir ao dito cujo, só sosseguei mesmo mais de meia hora mais tarde, depois de ter visto os logos da Petrobrás e do Ministério da Cultura na telona do cinema, e bem depois de a meia dúzia de gatos pingados que estavam zanzando pela porta do cinema terem se transformado numa fila longa, composta tanto de jovens como várias cabeças grisalhas, esperando pela hora de conferir alguns filmes muito bons.






Uma vez dentro da sala de exibição, a única do Castro Theater, fiquei pensando comigo mesmo se aquele lugar não teria algo em comum com o Teatro Municipal, de São Paulo. Queria entender um pouco de arquitetura e um pouco mais de história para descrever o interior do cinema em maiores detalhes, mas que o pico era bacana, disso não tenho a menor dúvida (clique aqui ou na imagem acima para uma versão maior da fotografia panorâmica).

E algo mais sobre o qual passei a não ter a menor dúvida depois daquele dia é a capacidade doente do meu amigo para pensar em linhas para estórias muito pouco convencionais, mas extremamente inteligentes e eletrizantes. Excelência gráfica à parte, Desirella matou a pau por causa do seu enredo. Sua alternância de beleza e do sinistro certamente não deve ter dado descanso para a curiosidade, ou para os nervos, de qualquer um que já teve a oportunidade de assistir a esse filme; e a ovação muito longa e entusiasmada que ele recebeu da platéia após o seu final foi mais do que merecida.

Apesar da missão cumprida, resolvemos permanecer no cinema até o final de Sexo Con Amor, e ele foi um bônus bacana. Duvido que haja uma só pessoa que tenha conferido esse filme e não tenha rachado de rir por causa da expressão "McLanche Infeliz". E. depois de tudo aquilo, fechamos a tarde com uma fatia de pizza de um lugar capaz de ser considerado um quebra-galho respeitável para fãs do famoso Pedaço da Pizza, da Rua Augusta; algo que considero muita sorte, já que decepção em relação ao sabor de pizzas não é novidade alguma para paulistanos que se arriscam a mandar algumas fatias delas goela abaixo longe de onde elas atingiram a perfeição.

Animamundi Rio 2004
Esta certamente é a investida mais assumida na seara do fotolog pela qual esta humilde coluna já passou. Animamundi Rio, 2004.
Foram pouquíssimos dias, muitas animações pra se assistir, muita gente maluca pra encontrar, conversar, trocar cartões, xingar. Mesmo com celulares carregados os desencontros da chegada ao Rio foram incríveis. Após ter achado que todas as sessões iam ser boas como a do Phill Mulloy, despencaram todos para a casa daquele já conhecido pela coluninha como o grande anfitrião do Rio. Se você não sabe quem é, role mais pra baixo...
Aliás, o crédito das fotos digitais é de nosso amigo e amante de Paul Auster, Fábio Yamaji (ou qualquer outro nome que ele tenha assumido nos últimos dias). As 35mm são minhas e do Marão. Qual é qual? Se vira!

Embora tenhamos vindo três paulistanos, apenas eu e a Michelle aparecemos entre os locais na portaria do famigerado apê do Marão.

O Alê desapareceu atrás de alguém. No buraco entre o queixo do Pedro Iuá e a nuca de Renan Moraes mora uma ponta de rosto que bem podia ser nosso Fred Mercury tupiniquim.

Baladinha pós sessão de Harvey Krumpet. Por algum motivo que eu posso até tentar respeitar, quase todos os presentes se esgoelaram de tanto rir com essa animação. Aqueles que não acham muito engraçado garotas que nascem sem mãos por conta de talidomida acabam saindo na foto com olhinhos de choro.

Não sei do que estava falando com minha mão nessa posição. Juro que não sei!!!!

Tinha uma vontade de saber com quem afinal eu conversava nessa oportunidade. O papo parecia interessante.

E já que o Alzheimer pode bater à nossa porta de qualquer maneira, Michelle liga o foda-se e serve-se (que construção bonita) dos cubanitos cedidos gentilmente por nosso amigo Danilo Solferini.
No primeiríssimo plano, o mijador de laterais de metrô e flasheiro número 1 do Brasil, Andrés Lieban. Seguindo no sentido ocidental de leitura, Silvio Toledo, uma loira da outra mesa, Miller freaking out e o acompanhante da loira da outra mesa.
Provando que foi pro Rio, Alê Machado (eu conhecia ele antes da mudança numerológica de seu nome, desolé) aparece ao lado da menina super-produtora Mayra Lucas, que aparece ao lado do lendário Marão, que aparece ao lado do também lendário Fernando Miller (que tampa o rosto com as mãos). Ao fundo, o prédio dos correios, entrada da praça animada, o principal palco do Animamundi que fez com que nossas bundas nunca mais fossem as mesmas.
Como tudo acaba, menos o arroz, eis que a fina nata da animação do Brasil sai a peregrinar pelo centro do Rio a procura de um Metrô. E eis que a entrada do tal se encontra dentro de uma banquinha de camelô! Que lugar bizarro é o Rio...
Andrés Lieban mija na lateral do Metrô. Mayra na interpolação do gesto de tampar os olhos e Alê bastante curioso pra saber o que os latin lovers argentinos naturalizados brasileños têm que nós não temos.

Finesse não é o forte de Andrés...

Érica fazendo propaganda da ABCA em primeiro plano. Marão em frente ao cartaz de propaganda do Metrô do Rio (que agora abra aos Domingos) e sua sacola de camiseta da ABCA. Levei duas.

Vosso anfitrião no cantinho da foto ao lado de une jeune fille, toute seule, comme ça...

Antes de sair pra praia, tapete assassino do Marão vence por 2 X 0 a disputa com os dois figuras ao lado.

Infelizmente a 35mm não é tão prática quanto a Cybershot do Fábio e o Alê já tinha levantado quando todo o checklist acabou.

Helpless Mayra... Get up and move!

Numa aparente rima visual com a foto acima, aproveito para registrar a linda árvore que abriga um Escort Wagon dourado e um corsa vinho.

Pra falar a verdade, ainda tem dois cara do lado do Escort que estão fazendo uma negociação ilícita.

Zoom out pra Marão e sua pinga maldita. Todos os olhares se voltam para Michelle que corria em direção ao suicídio em geladas águas cariocas. Maldito Harvey Krumpet!!

Yamaji não se impressiona com o número especial de ingestão de água de côco pelo nariz que Alê tentou apresentar.

É só um preparativo pra perfomance de Fred Mercury de minutos mais tarde.

É, as fotos em portrait acabam ganhando mais destaque graças a meu limite arbitrário de 400 pixels horizontais.

Após ser resgatada das águas de Copacabana, Michelle toute seule comme ça tenta se aquecer com uma toalha que dava sopa por ali.

Por trás das câmeras, vosso anfitrião degustava um vencidíssimo bolinho de ovo que um sujeito apareceu vendendo a essas horas.

Aliás, o sujeito era meio que amigo desses que aparecem na foto.

A Mayra tinha que desencanar de Margaret Doll Rod (que lembrança mais jacapótica!) e cair no samba com esses simpáticos mocinhos.

Cá entre nós, ainda bem que ninguém registrou aquele falidíssimo show da Fun House, hein patroa?
De volta ao Timbiras, Alê e sua famosíssima performance de Fred Mercury. Aos fãs só foi permitido o registro fotográfico estático, posto que qualquer Quiktime acabaria com a principal fonte de patrocínio dos trabalhos da 44 Bicolargo Enterprises.


Os fãs foram à loucura. Vosso anfitrião até perdeu os dentes de tanto rir.

Mayra virando os olhos e babando ao fundo e Michelle segurando o Toddy que teimava em sair de seu nariz.

Après tout, acabamos acompanhando nosso anfitrião Chez MacDo para o lanche da madrugada.

O mais divertido foi a Mayra ter ido de pijama e a pé por tantas quadras para comer seu lanchito. Cool as ice.
Edu Nogueira, L'Arab. Na noite seguinte, pouco antes da partida, festinha no Mezanino do Odeon.

Num exercício de interpretação fotográfica, Alê explicando porque fodeu tudo e aponta alguém. L'Arab pensa se vai esmagar uma ou duas bolas do filho da puta e Michelle querendo se divertir com o desfecho Michael Corleônico da pendenga. Mande sua interpretação!!

Yamaji em mais um de seus sensacionais momentos Paul Auster.
Notem como o cabelo da Michelle está diferente da foto de cima.
Que terá ocorrido com a pobre jeune fille?

Mayra sendo amparada por Melina, a protagonista assassinada em "O Fantasma da Ópera", do Alê. Aqui, claro, em sua versão morena.

Vamos sacar uma música pra esses momentos festivos em preto e branco:

"When you're young
you find inspiration
In anyone who's ever gone
And opened up a closing door She said:
We were never feeling bored

'Cause we were never being boring
We had too much time to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought, then thought: "Make amends" And we were never holding back or worried that
Time would come to an end"
Depois disso, a festa engrenou quando o DJ botou Off the Wall.

"Keep on, with the force, don't! Don't stop till you get enough!"

O busão da 1001 saía em poucos minutos. Michelle and I hit the road.

Agora é só começar a torcer por outro Animamundi. Momentos preciosíssimos, estes. Snif!

 

XII Gramado Cine Vídeo
Não podemos culpar a neblina do Salgado Filho como a única responsável pela correria do fim do Festival de Vídeo de Gramado. A verdade é que muito havia a se fazer por esta bela cidade além da documentação fotográfica do que rolou e de apreciar a estonteante beleza de tantas arianas, que em alguns momentos se tornavam todas uma única forma padronizada de mulher (regra quebrada pelas belíssimas morenas gaúchas).

Aqui, pagando de gatinho sobre o fim do tapete vermelho que leva ao "palácio" de Gramado, onde aconteceram as projeções e as premiações dos trabalhos em 35mm. O mais engraçado é atravessá-lo (tem uns 70 m) enquanto as pessoas ficam tentando perceber se você é ou não um dos candidatos à capa de Caras. Coisa feia!

Para cada premiação um ator ou atriz subia ao palco pra entregar o prêmio.
Na minha vez quem entregou o troféu foi a atriz Lu Grimaldi. Ela foi ultra simpática, me forçou a tirar fotos em todas as posições possíveis e até me deu um beijinho pelo prêmio de Melhor Ficção.

Essa já tem emprego garantido comigo (o dia em que eu precisar de atriz pra animação, claro).

 

Aqui, recebendo o prêmio de melhor Vídeo, junto com os representantes da Petrobrás, da Quanta, da VTI e da TVE.


Aliás, peço desculpas por estar usando a MESMA camiseta que usei no Cine Ceará. Juro que tenho diversas outras, mas calhou de estar com essa no dia.

Isso não é nem um pouco chique....
Festa pós-premiação. Coisa muito fina, diga-se de passagem. O uísque não era Black, era Red. Ainda assim, ninguém deixava o garçom ir embora.

O sujeito de vermelho, baladeiro quase por questão genética, é meu irmão. O restante da moçada, que amargou 20 horas de viagem até lá, acompanhava o primeiro trabalho realizado por eles, que competiu nesta edição do festival.
After hours, a mesma moçadinha do bem e galgo de ouro na parte debaixo dessa foto horrível pós-Red Label. Juro que Gramado tinha lugares mais charmosos que esta lanchonete, mas a fome bateu de maneira violenta e ninguém conseguiu andar mais de duas quadras para matá-la.

Deixo esse registro: quem sabe se tudo der certo como vem dando, ano que vem eu não esteja levando um projeto novo e em 35mm pra concorrer por lá. Oxalá!

XIV Cine Ceará
Muito se falou a respeito do Cine Ceará enquanto da minha estada em Fortaleza. Principalmente que o festival deste ano não fazia jus aos anteriores. Não consigo imaginar festival melhor do que esse que vivenciei. Até então, Cuiabá era meu festival do coração. Cambiei pro Nordeste. Sala lotada à exceção da sexta-feira de encerramente da novela "Celebridade". Fora isso, dava medo o tanto de gente que prestigiava o evento.
Praqueles que não optaram (como eu) por criar relações amorosas sólidas cá no Sul Maravilha (e alhures, aliás), eis uma pequena amostra das belas vestais que assessoravam o evento.
Obviamente as moças lá estavam a trabalho (até o encerrar da última sessão, é claro).
Nada de fotos de praia! Fortaleza é muito mais que isso! Amparado pelos amigos da foto abaixo, o observador-criador resolve clicar esse combalido edifício. Fica para futuras referências. A despeito da aparência deste prédio, o local onde ele se encontrava era bastante bacana para caminhadas como a que empreendemos.
"It's the Technotrousers! Nice for walkies!"
Galera do mal à vista. No sentido de leitura ocidental temos Tadeu (representante de "O Curupira"), Ítalo Cajueiro (diretor de "A Moça que dançou depois de morta"), Danilo Solferini (diretor de "Os Fiéis") e vosso anfitrião. Não fizemos feio na conversa com o Danilo (único cineasta de formação da mesa e único não-animador, seja lá o que isso signifique). Após muitos peixes (sim, eu como peixe de vez em quando), giramos de LOTR a Norman MacLaren. Saudades desse dia...
Trabalhar de maneira tão mambembe tem que ter suas compensações. Fugimos um dia pra Cumbuco, numa excursão sugerida por mim mas levada a cabo pelo persuasivo Cacá Valente (mais abaixo). Na imagem ao lado, nas infinitas dunas de Cumbuco, eu, Beto Bertagna (diretor de "O Número") e João Paulo (produtor de "American Movie").

Nas fotos abaixo, Mr. Beto Bertagna em Way to Go!

Ao lado, Cacá Valente, o carioca que nos poupou vários reais em sua discussão de preços com os donos dos buggies em Cumbuco. Aliás, notei com ele mas depois confirmei com o ramo carioca de minha família: no Rio se fala "bugre" ao invés de "buggy". Terra bizarra essa em que vivemos. Nos campeonatos de skybunda realizados na ocasião, Cacá levou a melhor, mas sempre seguido de perto dos outros competidores.

 

Desirella levou cinco prêmios no Cine Ceará, como dito na página introdutória. Mas não custa relembrar :-)

O bom é que não se divulgou as fitas do evento, pois são as únicas provas da minha completa inaptidão para fazer discursos de agradecimento. Em alguns eventos, quando a gente já espera ganhar alguma coisa, temos um textinho preparado. Infelizmente eu só tinha preparado para "Melhor Trilha Sonora".

No de melhor animação balbuciei palavras desconexas e acabei por receber o quinto prêmio com um mero "Espero voltar mais vezes".

Credo!
E depois ainda fiquei sabendo que o Ruggero em Cuiabá, ao receber os prêmios do Italiano global Nicola Siri, começou a brincar e agradecer em italiano, para risada geral da platéia. Um dia chego lá.

 


3o Festival de Vídeo de Santa Maria
Não pude estar presente, mas quem foi ao festival de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, comenta muito bem do evento. Achei esta foto num jornal de Santa Maria na Internet. É a única imagem que tenho da exibição de "Desirella"

Rio Status Report
Dia 15 de abril foi o enterro do traficante Lulu. Mas como prefiro pensar na cidade maravilhosa como a terra da bossa nova e não do funk, coloquei minhas bitolas e curti um dos dias mais excepcionais dos últimos anos na cidade mais bacana do planeta. Foi a estréia de Desirella no Curta Petrobrás, no templo Odeon.
Após a sessão que contava ainda com trabalhos de Arthur Omar e Walter Lima Jr., seguiu-se um polêmico bate-papo sobre o modus operandis de Glauber Rocha e o motor de significados de Hamlet. Como ninguém é de ferro, jantamos com aquela galera "sinistra" que prestigiou o evento num boteco ao lado do próprio Odeon. Batatas-fritas devolvidas, algumas baratas e bebericos na Lapa depois, acabamos no apê do Marão, pra arrematar a noite assistindo Sushi-Man e trocando fitas entre amigos animadores.
Na foto ao lado, eu, Marão, Michelle e Ruggero. O Marão deveria estar nas revistas fofoquentas como o maior anfitrião do Rio da Janeiro. Bar aberto e vista privilegiada de seu apezito em Copacabana, onde trabalhava em sua nova e (tenho certeza) excelente produção "O arroz nunca acaba"
Me desculpem pela cara exagerada de fotolog que esta sessão ganhou, mas é irresistível. Marão flipa uma das cenas de seu novo curta pra Michelle enquanto eu (no espelho, numa composição Blade Runner) flagro o aditivo do resto da noite que repousa às costas de nosso amigo. Grants sem gelo às 4 da matina em Copacabana.
Após sentar na mesa de luz do Marão e rabiscar alguns keyframes, fomos pra praia.

Às 4 da manhã o calor é mais tolerável no Rio de Janeiro. Copacabana olhando pro norte numa exposição de 20 segundos.
A foto ficou ruim, sim. Afinal, quatro segundos de exposição "no braço" não é pra todo mundo. Ainda assim, se pensarmos nas questões etílicas envolvidas na composição, o quadro todo ganha um significado extra. Nada mal!
Ruggero Ruschioni, o músico impossível, contemplando o mar num momento de reflexão.
"Já que nascemos brasileiros, ao menos que fôssemos cariocas!!!" - diz a fumaça de seu cachimbo.

Fazia uns três ou quatro anos que não ia ao Rio. Digo que faz falta. Estou pensando muito seriamente em curtir alguns eventos a mais no Rio. Restam ao menos o Cinesul e o Animamundi como boas desculpas pra cruzar a Dutra.

Bem que o festival Rio BR poderia voltar a ser uma competitiva que incluía até vídeo....
   
Cuiabá 2004  
Nesta única foto atestatória do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá 2004, podemos ver nosso amigo Ruggero segurando os dois prêmios ganhos por "Desirella" (segundo, da direita pra esquerda).

Fotos da premiação do
VIDARTE 2002
Aqui, passando vergonha em português.
Mas acho que para agradecimentos padrão a maioria das pessoas deve ter entendido numa boa.


Na foto de baixo, Rafael Corkidi, provavelmente o mais famoso videomaker do México e um dos pioneiros dessa arte no país, e Dolores Creel Miranda, diretora do festival, durante a projeção de "Pálvida Vanessa Pérvida".
Notem os olhares desencontrados: havia dezenas de telas com back-projection, você escolhia qual queria pra assistir.
Nesta noite de encerramento, o público estimado era de 3 mil pessoas. Tinha gente pacas!


Especial Première Pálvida Vanessa Pérvida!!!

Num ambiente de muita classe e sofisticação, o animador Carlos Eduardo Nogueira (esq.) e o músico Ruggero Ruschioni (dir.) confraternizam com o cineasta Carlos Reichenbach, que prestigiou a première de "Pálvida Vanessa Pérvida" dia 13 de junho, no Senac Vila Nova
A première reuniu mais de 200 representantes do jet-set paulistano num coquetel VIP na sequência da projeção.
Michelle Gabriel, que também participou da produção de "Pálvida Vanessa Pérvida", num momento de muita descontração entre os amigos Carlos Eduardo e Ruggero. Não se apressem! Os três já são comprometidos!
Esta foto saiu por algum milagre. Foi durante o evento IMAGINA 2000, em Mônaco, no momento em que eu fazia os agradecimentos pelo prêmio que eu estava recebendo. A foto foi tirada muuuuito de longe, o zoom da câmera de meu amigo português Jorge (que havia conhecido alguns dias antes) realmente fez bonito. Uma boa lembrança de um momento bastante importante pra mim.